Eu atirei palavras contra todos aqueles que queimaram os livros de nossa história,
A tirania torpe dos ignorantes matei com versos,
O analfabetismo funcional criado pela deliberação CEE 09/97 massacrei com a voz de um adulto excluído do mercado de trabalho,
Assim, através da palavra rompi, ataquei, matei todos aqueles que num gesto simbólico de cidanania continuavam anos após ano impossibilitando nesse país o abismo que nos separava de um futuro melhor.
Sem discurso e sorrateiramente as palavras adentraram o consciente coletivo da população e hoje posso falar abertamente sobre o assunto...
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
"O presente"
O presente massacra os homens da loja de brinquedo,
O presente marca com fobia o atraso do compromisso,
O presente atordoa frente à fumaça dos carros nessa metrópole,
O presente é um vago lembrete na memória política desse país,
O presente limita as crianças daquela escola ao mesmo saber,
o presente ignora nossa existência e transforma-nos em sombras,
o presente retrata nosso ser nas fichas hospitalares,
o prensente é um elemento fulgaz para um algo existir,
o presente é nosso maior inimigo,principalmente quando marca uma dúvida ,
O presente é marca de existência,
ou prisão daqueles que do futuro nada saberão?
O presente marca com fobia o atraso do compromisso,
O presente atordoa frente à fumaça dos carros nessa metrópole,
O presente é um vago lembrete na memória política desse país,
O presente limita as crianças daquela escola ao mesmo saber,
o presente ignora nossa existência e transforma-nos em sombras,
o presente retrata nosso ser nas fichas hospitalares,
o prensente é um elemento fulgaz para um algo existir,
o presente é nosso maior inimigo,principalmente quando marca uma dúvida ,
O presente é marca de existência,
ou prisão daqueles que do futuro nada saberão?
sábado, 24 de outubro de 2009
o crime do amor
Em poucos dias roubou minha atenção,
Transformou meu ano em um só dia,
levou embora meus jogos de azar e de video game,
matou com veemência os contatos femininos do orkut,
encheu-me de cuidados,
afogou-me num rio de carinhos e atenção,
sequestrou minha alma,
Sua única arma é a paixão,
Não me pedirá jamais perdão,
Esse crime é passível de julgamento,
Mas fingir tal acontecimento
É esquecer que o amor não está numa prisão
Mas nos caminho que temos que percorrer
E por medo deixamos de viver !!
Transformou meu ano em um só dia,
levou embora meus jogos de azar e de video game,
matou com veemência os contatos femininos do orkut,
encheu-me de cuidados,
afogou-me num rio de carinhos e atenção,
sequestrou minha alma,
Sua única arma é a paixão,
Não me pedirá jamais perdão,
Esse crime é passível de julgamento,
Mas fingir tal acontecimento
É esquecer que o amor não está numa prisão
Mas nos caminho que temos que percorrer
E por medo deixamos de viver !!
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
O marginalizado
As vozes cômodas da vizinhança,
Apagaram a chance de sobrevivência daquele menino,
As vozes caladas daquele menino,
Transformaram seus passos num homem obsoleto,
As tímidas esperanças de sua família
Levaram seu corpo para aquele córrego,
E já não corre o homem com seus sapatos roubados,
Já não sobrevive no aluguel atrasado
Foge a cada dia de si mesmo,
É procurado pelo tráfico de sua alma,
Assim, caminha hoje o homem nesse beco,
Estreito , escondido de si
Vendo refletir no muro sua vaga sombra
A única coisa viva de um marginal.
Apagaram a chance de sobrevivência daquele menino,
As vozes caladas daquele menino,
Transformaram seus passos num homem obsoleto,
As tímidas esperanças de sua família
Levaram seu corpo para aquele córrego,
E já não corre o homem com seus sapatos roubados,
Já não sobrevive no aluguel atrasado
Foge a cada dia de si mesmo,
É procurado pelo tráfico de sua alma,
Assim, caminha hoje o homem nesse beco,
Estreito , escondido de si
Vendo refletir no muro sua vaga sombra
A única coisa viva de um marginal.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
O beijo
Ela me pediu insistentemente uma informação,
Disse a ela que o custo era alto,
Mesmo assim ela insistiu,
Disse a ela que pagaria com a vida,
Ela não parou para analisar - pressionou..
Eu então com maior arrogância disse que não iria entregar...
Ela então atirou sua ira pelo olhar,
Eu não tive dúvida ...
Lasquei-lhe um beijo
Disse a ela que o custo era alto,
Mesmo assim ela insistiu,
Disse a ela que pagaria com a vida,
Ela não parou para analisar - pressionou..
Eu então com maior arrogância disse que não iria entregar...
Ela então atirou sua ira pelo olhar,
Eu não tive dúvida ...
Lasquei-lhe um beijo
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Quem descaracteriza a educação? A quem atende essa escola chamada pública?
Na vida escolar se escolhe com violência a carteira para sentar, o caderno quiçá um dia fosse para o registro do pensamento, na escola do tudo é permitido, bater na professora e assinar o nome já é motivo para aprovação ! Só não se escolhe a competição num mundo capitalista, educadores felizes, uma sociedade menos desinformada, uma nação menos acomodada, uma escola cuja única regra: é desaprenda.
Milhares de alunos, diariamente, na rede pública, recebidos com lousa e giz, ficam amontoados em espaços frios e de pouca criatividade. Encontro-me num desses espaços, com uma única missão: ensinar. A questão é que o ensino tratado na perspectiva de apropriação do conhecimento e transformação do indivíduo, esse está calado na fala de Paulo Freire ou de algum Rogerianista amedrontado. O poder público, em seu grau maior de autonomia, reproduz seu discurso em decretos torpes e medidas que nada convertem a exclusão do processo escolar. A retórica defendida na mídia de uma escola democrática, não encontra na prática uma nota sequer de sabedoria.
Sucatearam nossa experiência educadora e nos forjaram a moldes estatísticos( IDEB/IDESP) e ideológicos de uma ditadura do acaso. Enfim, querem construir um país de seres devidamente controlados e contentes. Dó daqueles que têm em mãos uma cartilha e embuídos de lousa , giz e alunos, nada mais ensinam senão toda essa imunda noção de que nascemos e morreremos ignorantes a um conteúdo avesso à realidade. A escola não deve atender aos anseios de uma minoria hipócrita, devassa em sua rotina de pensar e repensar meios de controle de massa. Eu vejo a escola moderna como um produto do acaso, do abandono, do desatino e não culpo os profissionais indignados com tal situação, os quais como operários cumprem seu papel árduo, entretanto, não é possível calar-me frente à demasiada política do unidunitê , maqueadora de resultados e fórmulas mirabolantes de uma educação cretina.Não posso calar-me frente aos olhinhos cansados da mesmice e retalhadora da arte e do pensar.
Não posso calar-me frente a uma guerra declarada contra educadores sem pátria, culpabilizados pelo sistema educacional falido e imposto, de modelo pragmático, principalmente, em São Paulo. Não posso calar-me frente a uma manipulação da sociedade de que tal modelo adotado é o melhor. Não posso calar-me frente a uma comunidade, cujo direito de decidir é tratado pela mesma como um empecilho a sua cansativa rotina.
Não assumir a escola como espaço de decisões e mudanças sócio-políticas é ao mesmo afirmar o quanto somos escravos de poucos e até de nós mesmos. O mais intrigante é pensar até quando assistiremos nossos filhos prefirirem a Lan House , o Playstation , as drogas , a prostituição infantil, entre outros "atrativos" a formarem-se cidadãos conscientes e capazes de mudar os rumos dessa nação e nós como adultos pensantes deixarmos sempre uma minoria decidir por esse ou aquele futuro.
Marcelo Costa Sena - Professor - formado em Letras pela Universidade Ibirapuera e pós-graduado pela PUC/SP, atualmente professor efetivo do ensino público estadual e municipal, organizador do sarau vozes do Grajaú e colaborador dos coletivos da região. 10 opiniões
Na vida escolar se escolhe com violência a carteira para sentar, o caderno quiçá um dia fosse para o registro do pensamento, na escola do tudo é permitido, bater na professora e assinar o nome já é motivo para aprovação ! Só não se escolhe a competição num mundo capitalista, educadores felizes, uma sociedade menos desinformada, uma nação menos acomodada, uma escola cuja única regra: é desaprenda.
Milhares de alunos, diariamente, na rede pública, recebidos com lousa e giz, ficam amontoados em espaços frios e de pouca criatividade. Encontro-me num desses espaços, com uma única missão: ensinar. A questão é que o ensino tratado na perspectiva de apropriação do conhecimento e transformação do indivíduo, esse está calado na fala de Paulo Freire ou de algum Rogerianista amedrontado. O poder público, em seu grau maior de autonomia, reproduz seu discurso em decretos torpes e medidas que nada convertem a exclusão do processo escolar. A retórica defendida na mídia de uma escola democrática, não encontra na prática uma nota sequer de sabedoria.
Sucatearam nossa experiência educadora e nos forjaram a moldes estatísticos( IDEB/IDESP) e ideológicos de uma ditadura do acaso. Enfim, querem construir um país de seres devidamente controlados e contentes. Dó daqueles que têm em mãos uma cartilha e embuídos de lousa , giz e alunos, nada mais ensinam senão toda essa imunda noção de que nascemos e morreremos ignorantes a um conteúdo avesso à realidade. A escola não deve atender aos anseios de uma minoria hipócrita, devassa em sua rotina de pensar e repensar meios de controle de massa. Eu vejo a escola moderna como um produto do acaso, do abandono, do desatino e não culpo os profissionais indignados com tal situação, os quais como operários cumprem seu papel árduo, entretanto, não é possível calar-me frente à demasiada política do unidunitê , maqueadora de resultados e fórmulas mirabolantes de uma educação cretina.Não posso calar-me frente aos olhinhos cansados da mesmice e retalhadora da arte e do pensar.
Não posso calar-me frente a uma guerra declarada contra educadores sem pátria, culpabilizados pelo sistema educacional falido e imposto, de modelo pragmático, principalmente, em São Paulo. Não posso calar-me frente a uma manipulação da sociedade de que tal modelo adotado é o melhor. Não posso calar-me frente a uma comunidade, cujo direito de decidir é tratado pela mesma como um empecilho a sua cansativa rotina.
Não assumir a escola como espaço de decisões e mudanças sócio-políticas é ao mesmo afirmar o quanto somos escravos de poucos e até de nós mesmos. O mais intrigante é pensar até quando assistiremos nossos filhos prefirirem a Lan House , o Playstation , as drogas , a prostituição infantil, entre outros "atrativos" a formarem-se cidadãos conscientes e capazes de mudar os rumos dessa nação e nós como adultos pensantes deixarmos sempre uma minoria decidir por esse ou aquele futuro.
Marcelo Costa Sena - Professor - formado em Letras pela Universidade Ibirapuera e pós-graduado pela PUC/SP, atualmente professor efetivo do ensino público estadual e municipal, organizador do sarau vozes do Grajaú e colaborador dos coletivos da região. 10 opiniões
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